Taisa Nasser - Instalação no Grand Palais - Salon des artistes indépendants

Lucidez 
por Guillaume Elmassian


“Até quando a humanidade conseguirá viver sem lucidez, 
sem equilíbrio entre corpo e mente, sombra e luz, matéria e espírito?”

TAISA NASSER - GRAND PALAIS - PARIS 2012

Em Paris, temos o Sena sobre o qual o sol se derrama e a chuva nada. O Sena que há muitos séculos propaga o murmúrio dos artistas, sussurrante como o pulso da cidade. Na altura da ponte Alexandre III, podemos ver a Harmonia triunfante sobre a discórdia dominando o rio, como um pedido aos artistas que no futuro se apropriarão da grande Nave parisiense.

Taisa Nasser, Artiste Plasticienne Contemporaine



A artista contemporânea Taisa Nasser, digníssima alquimista, expõe uma interpretação criativa do conceito de Harmonia. De fato, no vernissage no Grand Palais, vimos o encontro das pinturas de Taisa Nasser com o trabalho audiovisual de Miguel Cianca. No curta metragem, o realizador representou a ação da artista contemporânea filmando de forma alternada a coreógrafa Pyrène Hertz e o comediante Etienne Beydon. As telas e os monitores unindo-se tal qual Arès e Afrodite gerando Harmonia. A guerra e o amor. O diálogo entre os saberes acima da discórdia.

Instalação no Grand Palais - Taisa Nasser

A instalação da artista plástica oferece um novo significado ao discurso das artes e dos artistas. O pintor alemão Paul Klee falava do diálogo com a natureza como condição sine qua non para o artista. O artista é o homem, ele mesmo natureza, pedaço da natureza no espaço da natureza. E Nietzsche dando continuidade : “Todo indivíduo colabora com o conjunto do cosmos”. Hoje, o diálogo entre os artistas parece ser indispensável e se impõe de forma urgente para sublimar cada indivíduo, cada espírito e cada consciência
cósmica. A noção de fraternidade, desenvolvendo-se, inspira e clareia a unicidade de cada um. A Vida, não se inicia por esta lucidez, esta nova consciência?

Miguel Cianca, Taisa Nasser, Etienne Beydon, Pyrène Hertz
Fraternal e surpreendente, a exposição de Taisa Nasser no Grand Palais inscreve-se como uma resposta a nossa época. Paramos e mergulhamos, como sugados por uma força mística. “Eu me surpreendo, portanto eu sou” escreveu Proust. Da instalação contemporânea emana um forte lirismo. Uma exclamação surge- é o homem evoluido-auto superado.

Taisa Nasser - Grand Palais 2012



Taisa Nasser


CLAUDE HENRI CHOUARD



JEAN PHILLIPPE CHAPALAIN


DOMINIQUE CHAPELLE


TAISA NASSER ET ANDRE BENSOUSSAN


PATRICK LACHAUD


ALEX GAMA, TAISA NASSER


WILMA LEGRIS, EDUARDO NASSER, TAISA NASSER, ALEX GAMA


TAISA NASSER, MIGUEL CIANCA


ALEX GAMA, TAISA NASSER


GUILLAUME ELMASSIAN, TAISA NASSER


MIGUEL CIANCA, PYRÈNE HERTZ





TAISA NASSER
Photos: Miguel Cianca - Guillaume Elmassian - Paris 2012






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