ASPIRAÇÃO AO ABSOLUTO

Taisa Nasser

Não há dúvida de que a modernidade acolhe, ao menos parcialmente, o famoso epíteto cunhado por Schiller de “sentimental”. É bastante conhecido o recuo iluminista concorrente a uma valorização do sentimental que acometeu a filosofia — particularmente a filosofia alemã — na virada do século XVIII para o XIX. Nesse sentido, basta citar o privilégio conferido por românticos como Schlegel à intuição em detrimento do discurso e longas cadeias da razão que, por tanto tempo, nortearam a filosofia ocidental. O resultado natural desse deslocamento de prioridades é a inserção da arte, bem como da religião, na galeria dos problemas fundamentais da filosofia. A pergunta que acompanha essas novas inquietações é a seguinte: a arte teria o poder de saciar a aspiração constitutiva do homem ao absoluto?

Por: Eduardo Nasser - www.taisanasser.com
Arte! Brasileiros
São Paulo 2012

    Curta no facebook

    Translate

Bloggerized by Best Theme & ThemesHive & Thanks to Top WP Themes